quarta-feira, 28 de julho de 2021

O Pentecostalismo é Dispensacionalista? Uma Resposta Honesta a Uma Pergunta Difícil (Tony Richie)

 

Tony Richie[1]

 

Tradução: Marlon Marques[2]

 

Introdução

            Uma crise crescente no atual horizonte global está centralizada no chamado “Sionismo Cristão”. A controvérsia ao redor do Sionismo Cristão dá-se a partir de sua associação com práticas políticas na incessante e cada vez mais instável região do Oriente Médio envolvendo israelenses e palestinos. Embora seja uma grande simplificação, o Sionismo Cristão é geralmente abordado como uma posição teológica com implicações políticas. Entretanto, o Sionismo Cristão é muito difícil de ser retratado porque ele existe em diferentes formas, variando de indivíduos ou grupos que geralmente apoiam os direitos dos israelenses contemporâneos estarem em sua antiga terra até ativistas políticos amplamente organizados com vários graus de radicalismo.[3] Os primeiros geralmente citam valores bíblicos e humanitários em defesa de seu apoio a Israel. Alguns dos últimos tendem a ser completamente acríticos às políticas e práticas israelenses, abertamente agressivos contra seus oponentes e totalmente alheios ou despreocupados com a situação dos palestinos e de outras pessoas religiosas. Muito da base para a última posição parece ser construída sobre uma forma específica de ideologia dispensacionalista.

            Como o ataque terrorista de 11 de setembro ao World Trade Center e a Guerra ao Terror dos EUA, incluindo guerras no Afeganistão e no Iraque, e possivelmente em breve, no Irã, certamente sugerem, as políticas em relação à região do Oriente Médio podem ser voláteis e até vulcânicas. O papel da religião é de importância central. Parece apropriado investigar os fundamentos de filosofias baseadas na fé em relação à violência regional e mundial decorrente da atual crise do Oriente Médio. Este artigo enfoca uma dessas filosofias, o dispensacionalismo, e seu papel no desenvolvimento de um movimento pentecostal, um ator importante no cenário religioso mundial. Minha pergunta não é se alguns ou mesmo muitos pentecostais são dispensacionalistas. Que eles são é um fato estatístico facilmente comprovado. Mas estou perguntando, mais claramente, se o pentecostalismo em si é dispensacionalista. Em outras palavras, há algo sobre o próprio pentecostalismo essencialmente, inevitavelmente ou irremediavelmente emaranhado com ideias dispensacionalistas?

           

Um testemunho pessoal

            Minha repentina introdução ao dispensacionalismo veio quase imediatamente após minha conversão como um adulto jovem. Graciosamente, recebi, por meio de um devoto diácono batista, uma Bíblia de Estudo Scofield (C. I. Scofield, 1909), baseada no ensino dispensacionalista de John Nelson Darby (1800-82), e fui encorajado a digerir seu conteúdo. Pouco tempo depois, quando visitei meu pai, pregador pentecostal em outro estado, levei-a comigo para pedir conselhos sobre a recomendação de leitura. Papai sugeriu sabiamente que eu poderia estudá-la com proveito, mas que precisava ter em mente que apenas o texto bíblico foi divinamente inspirado e não as notas de estudo e suas interpretações. Eu devorei seu conteúdo. Assim, conheci o dispensacionalismo, um sistema de interpretação bíblica que divide a história bíblica e a revelação em compartimentos herméticos isolados não apenas de nossa era contemporânea, mas também uns dos outros. A abordagem dispensacionalista era atraente para mim porque parecia dar sentido a algumas das porções mais complicadas das Escrituras, como os livros de Daniel e Apocalipse, e fornecer um padrão para entender a profecia bíblica, especialmente os eventos do tempo do fim. Contudo, embora inicialmente emocionado com os apontamentos que parecia fornecer, eventualmente fiquei desapontado ao descobrir que invalidava firmemente qualquer atividade contínua dos dons espirituais, incluindo falar em línguas, cura divina ou sinais miraculosos de qualquer tipo. Isso ia completamente contra a minha educação pentecostal (cf. At 2, 10, 19: 1-7; 1 Co 12-14). Também me lembro da surpresa de ser informado que o glorioso Sermão da Montanha de Jesus (Mt 5-7) é inaplicável hoje porque cai em uma dispensação diferente. Eu lentamente usei minha Bíblia Scofield cada vez menos e finalmente descartei-a completamente.

            Alguns anos depois, no entanto, tive o prazer de saber que a Bíblia de Estudo Dake (Finis Dake, 1961, 1963) incluía todos os apontamentos da Bíblia de Estudo Scofield e mais outros pontos, entretanto, ainda afirmava a experiência pentecostal e os dons espirituais. Era especialmente conhecida por suas percepções dispensacionalistas sobre escatologia ou profecia bíblica. Com alguma despesa (sacrificial!) desta vez, consegui adquirir uma cópia. Mais uma vez, devorei seu conteúdo avidamente. Nesta ocasião, eu já era pastor pentecostal e conheci muitos colegas que também se apropriavam da Bíblia Dake. No entanto, e apesar do conhecimento quase enciclopédico de seu autor, comecei a sentir uma tensão interna um tanto inexplicável entre seus ensinos dispensacionalistas, especialmente sua abordagem de texto-prova, e minha própria leitura pessoal da Bíblia. Novamente, eu lentamente a usei cada vez menos, finalmente descartando-a completamente. Nesse caso, porém, o descarte foi acompanhado de culpa. Afinal, esta era uma Bíblia de estudo pentecostal. Eu me indaguei um pouco sobre o que estava acontecendo. Fiquei, portanto, muito aliviado como pastor-estudante, passando por nosso seminário denominacional (Church of God Theological Seminary), ao ouvir alguns de nossos professores (por exemplo, Hollis Gause e Steve Land) explicando finalmente que pentecostalismo e dispensacionalismo são inerente e inquestionavelmente incompatíveis.[4] As ideias dispensacionalistas, no entanto, são difíceis de serem extintas. Embora eu tenha tido que processá-lo lentamente, pessoalmente cheguei a entender a natureza em última análise insatisfatória do dispensacionalismo, tanto como uma hermenêutica bíblica quanto em sua ligação com o pentecostalismo.[5] Mas embora eu rejeite o "darbynismo", ou "dispensacionalismo fundamentalista", ainda procuro reter a autêntica energia escatológica da minha amada teologia pentecostal.

Agora eu percebo que minha experiência pessoal com o dispensacionalismo é uma reconstituição individual do encontro geral do movimento pentecostal com o dispensacionalismo. Como o historiador pentecostal Dwight Wilson registra com perspicácia, a interpretação pentecostal da história, reconhecida e fortemente "influenciada por sua crença pré-milenista de que a restauração de Israel à Palestina é um sinal seguro do retorno iminente de Cristo", ainda tenho dificuldade em aplicar o dispensacionalismo aos desenvolvimentos em relação à região, alternadamente abraçando e evitando aspectos significativos.[6] Tanto meu testemunho pessoal quanto a história do pentecostalismo implicam em uma descontinuidade subjacente e irreparável entre o dispensacionalismo darbynista tradicional e o pentecostalismo contemporâneo. No entanto, os pentecostais têm demonstrado uma fascinação peculiar pelo dispensacionalismo. Ao longo dos anos, participei de várias "conferências de profecia" ou "seminários de profecia" pentecostais, sem mencionar os estudos bíblicos da igreja local, com uma incrível variedade de gráficos coloridos espalhados diante do grupo enquanto um "professor de profecia" explicava com entusiasmo todo o curso de eventos mundiais de acordo com um paradigma dispensacionalista.

 

Uma história enigmática

O estudioso bíblico pentecostal French Arrington detalha a popularização do dispensacionalismo por John Nelson Darby e por C. I. Scofield. Arrington descreve o dispensacionalismo como "um esquema interpretativo enxertado no corpo tradicional da doutrina cristã". Ele o define mais especificamente como uma "suposição básica de que Deus lida com a raça humana em dispensações sucessivas." Uma dispensação é um período de tempo marcado por um início, um teste e um término em julgamento de cada dispensação por falha humana ou pecado. Embora o dispensacionalismo tenha influenciado a teologia pentecostal, provavelmente por causa do apego ávido de ambos à escatologia, "os primeiros ensinamentos pentecostais não estavam ligados diretamente ao dispensacionalismo". Na opinião de Arrington, as declarações de fé das principais denominações pentecostais "as comprometem com o pré-milenismo, mas não necessariamente com o dispensacionalismo". Contudo, muitos pentecostais realmente adotaram um paradigma dispensacionalista. Ele vincula o apelo do dispensacionalismo por muitos pentecostais ao fato de ser um quebra-cabeça conveniente, mas complicado, que organiza a história bíblica e as Escrituras proféticas. Arrington avalia abertamente o "casamento da ênfase pentecostal com o dispensacionalismo" como "estranho" por causa da negação do último da validade contínua dos dons espirituais (cessacionismo), como a cura divina ou o falar em línguas, práticas importantes para os pentecostais. No entanto, Arrington admite que a influência do dispensacionalismo sobre o pentecostalismo não foi desprezível. No entanto, escritores pentecostais que usam paradigmas dispensacionalistas geralmente não o fazem de forma acrítica ou inequívoca, e os estudiosos recentes do movimento mostram cada vez menos dependência do dispensacionalismo.[7] A atração pentecostal contínua pelo dispensacionalismo torna-se ainda mais intrigante à luz da rejeição explícita e até ácida dos pentecostais por parte dos dispensacionalistas fundamentalistas.[8]

O dispensacionalismo, especialmente do tipo popular Darby-Scofield, evidencia elementos inatos essencialmente em desacordo com o etos autêntico da espiritualidade e teologia pentecostal. O pentecostalismo não é dispensacionalista.[9] Elementos do dispensacionalismo militam contra o pentecostalismo. Um fato lamentável é que os pentecostais se deixaram levar a aceitar uma teologia dispensacionalista que, literalmente, por definição, mina sua própria identidade. Um desafio importante do movimento de amadurecimento é corrigir esse erro e suas implicações. Se considerarmos o dispensacionalismo deficiente, então quais são as abordagens alternativas apropriadas para interpretar a história bíblica e abordar eventos atuais e futuros de um ponto de vista que afirme a inspiração e autoridade das Escrituras, incluindo seus elementos proféticos ou preditivos, mas evitando uma hermenêutica e ideologia esotérica e exclusivista (veja abaixo)?

 

Uma espiritualidade promíscua

Antes de discutir uma alternativa adequada para os pentecostais ao dispensacionalismo fundamentalista, pode ser útil mostrar que o movimento pentecostal tem uma tendência a uma espiritualidade que transborda as margens dos limites esperados (respeitáveis​​!?). Essa energia transbordante é particularmente indicativa da capacidade inata do pentecostalismo de mitigar a aspereza e estreiteza da mentalidade dispensacionalista típica e ilustra uma incompatibilidade de seu etos autêntico e original com tendências óbvias de exclusividade e reclusão no dispensacionalismo. Apesar de alguma história contundente em contrário, o pentecostalismo às vezes exibe uma tendência surpreendente e agradável de ser ecumênico[10] e inclusivo.[11] Por exemplo, o Avivamento e Missão da Rua Azusa incorporou claramente várias correntes de espiritualidade em uma força de energia elétrica (bastante elétrica!). As espiritualidades afro-americanas e wesleyanas de santidade se encontraram e se mesclaram com o reavivamento americano e os costumes do sul para produzir uma forma potente das correntes primitivistas e restauracionistas bíblica  e pragmática.[12] As tendências ecléticas e ecumênicas são exemplificadas ainda mais na ascensão e alcance da Renovação Carismática de meados do século XX, e na vitalidade das atuais variedades não ocidentais (África, América Latina e Ásia) do pentecostalismo.[13] Na verdade, em uma discussão sobre a natureza eclética e ecumênica do pentecostalismo intitulada "Três córregos - Um rio", o historiador e analista do pentecostalismo Vinson Synan previu que “o futuro do Cristianismo será moldado pelo desenvolvimento do Terceiro Mundo, com igrejas pentecostais indígenas interagindo com vigorosos elementos carismáticos nas igrejas tradicionais.”[14] Essas palavras agora parecem meio que proféticas quase 25 anos depois.

Claramente, pode-se argumentar que o pentecostalismo não pode ser estritamente contido dentro dos limites restritivos da ideologia dispensacionalista. Portanto, embora alguns, ou mesmo muitos, pentecostais tenham sido e sejam dispensacionalistas, o próprio pentecostalismo se recusa a ser vinculado pelo dispensacionalismo. A energia transbordante dos rios pentecostais do Espírito (cf. Jo 7:37-39) atinge campos férteis em todos os tipos de lugares surpreendentes e paradigmas doutrinários. Portanto, ser pentecostal e não dispensacionalista não só é possível, mas talvez muito preferível. A liberdade da presença libertadora do Espírito Santo (cf. 2Co 3:17) rompe as amarras do árido dogmatismo dispensacionalista. Portas e janelas são abertas para o vento do Espírito soprar (cf. João 3: 8), para respirar ar fresco em todos os corredores, quartos e cantos da casa pentecostal. Sem denegrir os pentecostais que veem o dispensacionalismo como parte integrante de sua visão de mundo, o próprio pentecostalismo não terá um alcance mais amplo negado.

 

Uma teologia provocativa

R. Hollis Gause, um teólogo pentecostal proeminente (Church of God, Cleveland, TN),[15] elucida uma alternativa ao dispensacionalismo fundamentalista por meio de uma comparação cuidadosa entre a teologia dispensacionalista e uma teologia da revelação progressiva. Gause explica que a revelação progressiva não divide a história bíblica como o dispensacionalismo propaga. Não faz distinção hermenêutica entre a Igreja, Israel e o reino de Deus. A natureza de Deus, a história da salvação e o caráter do povo de Deus são revelados progressivamente. Os eventos anteriores antecipam e predizem os eventos posteriores. A inspiração do Espírito Santo dá às Escrituras uma qualidade progressiva e até profética ou preditiva. Em total contraste com a compartimentalização hermenêutica do dispensacionalismo, a revelação progressiva afirma uma abordagem mais unificada à interpretação e compreensão bíblica. Gause conclui que "a visão da revelação progressiva e unificada da história da salvação oferece a melhor interpretação das Escrituras". Para Gause, considerações sobre a imutabilidade e unidade de Deus bem como da Palavra de Deus levam consistentemente a essa conclusão.[16] Curiosamente, Gause não sacrifica a forte ênfase do pentecostalismo na escatologia pré-milenar por meio de sua adoção da revelação progressiva. O pré-milenismo, entretanto, explicado em seu estudo de Apocalipse é de um sabor decididamente diferente do tipo Darby-Scofield-Dake. É menos esotérico, sendo mais aberto. Está preocupado com a atividade e soberania de Deus ao longo da história e sua consumação redentora providencialmente teleológica, em vez de projetar esquemas preditivos de eventos elaborados para os últimos dias.

A revelação progressiva, portanto, baseada solidamente no caráter onipresente e unificado de Deus e da Palavra de Deus, em vez das fragilidades e vicissitudes do conhecimento e da natureza humana, é para o pentecostalismo uma opção mais atraente do que o dispensacionalismo. Também é provocativo no sentido positivo. É provocativo para os pentecostais porque exige um repensar sério e uma revisão substancial das ideologias políticas e teológicas desordenadamente ligadas ao dispensacionalismo. Isso, é claro, entre muitos outros assuntos, incluiria atitudes agressivas dissimuladas e abertas em relação à política mundial e outras religiões em relação ao Oriente Médio, particularmente entre israelenses e palestinos ou judeus, cristãos e muçulmanos. Também é provocativo para muitos cristãos não pentecostais porque sua maturidade e moderação exigem a reconsideração de uma rejeição, muitas vezes casual, do significado central da escatologia na fé e na vida cristã. Isso incluiria, é claro, como as ideologias políticas e teológicas deveriam ser apropriadamente centradas e moldadas pela convicção de que a consumação da história humana é, em última análise, direcionada para um destino divinamente ordenado em Cristo.

 

Conclusão

Consideramos que o dispensacionalismo é deficiente para o pentecostalismo devido a identidades divergentes. Quando aplicamos essa afirmação à crise crescente no Oriente Médio em relação ao sionismo cristão e suas implicações internacionais, certas responsabilidades tornam-se claramente incumbentes de nós. Lamentavelmente, a guerra continua em nosso mundo, violentando e destruindo-o sem trégua. Na medida em que nossas posições teológicas direcionam e moldam nossas práticas políticas, incluindo questões de guerra e paz, pessoas verdadeiramente devotas não podem e não devem evitar abordar o papel da religião na realidade da guerra. Obviamente, os cristãos são chamados e ordenados a serem pacificadores e promotores da paz (Mt 5:9; Hb 12:14).[17]

Já observamos que nossas posições teológicas têm ramificações políticas. Isto, é claro, é o caso tanto para pentecostais quanto para não pentecostais. Consequentemente, cristãos pentecostais e não pentecostais, incluindo os chamados conservadores, liberais, moderados ou progressistas, são chamados a fornecer uma alternativa viável ao dispensacionalismo fundamentalista para nosso povo nos bancos. Em minha opinião, a forma de nossa resposta deve incluir os seguintes elementos mínimos. Primeiro, deve levar a sério o ensino bíblico sobre escatologia. Em segundo lugar, deve aplicar a escatologia bíblica com responsabilidade ética aos ambientes sociais locais e globais de hoje. Terceiro, deve confessar abertamente as limitações de todos os nossos modelos paradigmáticos. Em quarto e último lugar, deve centrar sua doutrina e prática em uma ênfase na preeminência temporal e escatológica do amor. Todos os princípios acima são simplesmente amplificações de um capítulo bíblico escatologicamente subestimado do apóstolo Paulo - 1 Coríntios 13. Senhor, conceda-nos graça suficiente para assim pensar, falar e agir; em nome de Jesus. Amém!



[1] Bispo Tony Richie (D.Min., Asbury Theological Seminary / D.Th. Candidate, UNISA), Pastor Sênior, New Harvest Church of God [Igreja de Deus] em Knoxville, TN, também é professor missionário na SEMISUD (Quito, Equador) e professor adjunto no Seminário Teológico da Igreja de Deus (Cleveland, TN). Ele serve na Society for Pentecostal Studies como contato com a Comissão de Relações Inter-religiosas (IRC) do Conselho Nacional de Igrejas de Cristo, e o IRC como contato com o christianzionism.org.

[2] Pastor Marlon Marques (mestrando no Wesley Biblical Seminary) é ministro da Igreja Metodista Livre em Fortaleza e professor do Seminário Bíblico Wesleyano. Escritor de livros e artigos, dentre eles, A Autoridade das Escrituras: Inspiração, Inerrância e Hermenêutica (Editora Reflexão).

[3] Componentes das visões amplas e divergentes sobre o sionismo cristão podem ser experimentados navegando nos sites concorrentes de http://christianzionism.org e http://christian-zionism.org. Além disso, uma excelente fonte de informações e visão geral bastante equilibrada pode ser encontrada em http://enwikepedia.org/wiki/ChristianZionism.

 

[4] Também me lembro de uma conversa crucial com um colega e amigo, o Dr. Robert Debelak, da Lee University, Cleveland-TN, que insistiu que a revelação bíblica é caracterizada pela continuidade em vez da descontinuidade tão evidente no dispensacionalismo. Recentemente, Rob apontou que, embora fora do escopo deste artigo, o texto (agora datado) de Dave McPherson, The Incredible Cover-Up (Medford, OR: Omega Publications, 1975), se destaca como uma crítica à ênfase Darby-Irving em escatologia.

[5] Ainda tenho uma apreciação positiva pelos motivos de muitos professores dispensacionalistas na tentativa de uma abordagem profunda do estudo da Bíblia, e estou ciente de várias versões mais flexíveis de um dispensacionalismo mais clássico e histórico em Irineu, Tertuliano, Joachim de Fiore, John Fletcher, Jonathan Edwards, etc, que possuem recursos valiosos.

[6] D. J. Wilson, “Eschatology, Pentecostal Perspectives on”, The New International Dictionary of the Pentecostal and Charismatic Movements (NIDPCM), ed. Stanley M. Burgess and assoc. ed. Eduard M. van der Mass (Grand Rapids: Zondervan, 2002), pp. 601 05.

[7] F. L. Arrington, “Dispensationalism,” NIDPCM, pp. 584-86 (585). Cf. Gerald T. Sheppard, “Pentecostalism and the Hermeneutics of Dispensationalism: The Anatomy of an Uneasy Relationship”, Pneuma: The Journal of the Society for Pentecostal Studies 6 (Fall 1984), pp. 5-34.

[8] Cf. H. V. Synan, “Evangelicalism,” NIDPCM, pp. 613-16 (615) and “Fundamentalism,” NIDPCM, pp. 655-658 (657-58).

[9] Uma espécie de dispensacionalismo geral que identifica a presente "Era do Espírito", incluindo elementos escatológicos e proféticos, pode de fato ser intrínseco ao pentecostalismo, pelo menos em sua forma clássica norte-americana inicial. Ver M. D. Palmer, “Ethics in the Classical Pentecostal Tradition,” NIDPCM, pp. 605-610 (606). Nesse caso, as distinções em relação ao dispensacionalismo fundamentalista ainda são nítidas.

[10] Ecumênico não significa pluralista, mas sim que busca a união das igrejas e movimentos cristãos ortodoxos. (Nota do Tradutor)

[11] See Tony Richie, “‘The Unity of the Spirit’”: Are Pentecostals Inherently Ecumenists and Inclusivists?” Journal of the European Pentecostal Theological Association, 26.1 (2006), pp. 21-35.

[12] f. Cecil M. Robeck, Jr. Azusa Street Mission & Revival: The Birth of the Global Pentecostal Movement (Nashville: Nelson, 2006), Douglas Jacobsen, Thinking in the Spirit: Theologies of the Early Pentecostal Movement (Bloomington & Indianapolis: Indiana University Press, 2003), Grant Wacker, Heaven Below: Early Pentecostals and American Culture (London, Eng: Harvard University Press, 2001).

[13] Cf. Harold D. Hunter and Peter D. Hocken, editors, All Together in One Place: Theological Papers from the Brighton Conference on World Evangelization (JPTSup 4, Sheffield, Eng: Sheffield AcademicPress, 1993) and Allan Anderson and Walter J. Hollenweger, editors, Pentecostals after a Century: Global Perspectives on a Movement in Transition (JPTSup 15, Sheffield, England: Sheffield Academic Press, 1999).

[14] Vinson Synan, In the latter Days: The Outpouring of the Holy Spirit in the Twentieth Century (Ann Arbor, MI: Servant, 1984), pp. 135-46 (145).

[15] No Brasil essa igreja é chamada de Igreja de Deus no Brasil. (Nota do Tradutor)

[16] R. Hollis Gause, Revelation: God’s Stamp of Sovereignty on History (Cleveland: Pathway, 1983), pp. 18- 21. Significativamente, esse livro foi publicado pela casa publicadora da Igreja de Deus.

[17] Eu não estou aqui advogando ou argumentando acerca do pacifismo total, embora alguns pentecostais façam isso. Veja D. J. Wilson, “Pacifism,” NIDPCM, pp. 953-55. Cf. Pentecostal Charismatic Peace Fellowship at http://www.pentecostalpeace.org. Pessoalmente, estou enfatizando uma forte preferência pela paz tanto quanto possível.   


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