segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Equívocos sobre o Arminianismo (1º Parte)

     O arminianismo não é um sistema soteriológico baseado em obras e nem no livre-arbítrio. Muitos pretendem desmerecer e rebaixar o arminianismo atacando com essas armas. Contudo, isso não passa de ignorância quanto à sistematização salvífica elaborada por Jacó Armínio. No arminianismo enfatiza-se a salvação somente pela fé. Cremos que o homem deve responder com fé à Graça salvífica de Deus. Exercer fé não é obra, pois obra e fé são antíteses. É algo totalmente paradoxal quando acusam os arminianos de crença pelas obras. Se exercemos fé para crer, não é obra, mas sim, fé! Se é Deus que faz com que o homem exerça fé coercitivamente, então não é o homem que exerceu fé, mas sim, Deus no lugar do homem. Isso todos os arminianos rejeitam, pois não é a fé do homem, mas sim de Deus pelo homem.
                                             
     Quanto à ênfase no livre-arbítrio, pode-se destacar que os arminianos creem na restauração do livre-arbítrio pela Graça Preveniente. A mentira que é relatada acerca do arminianismo é que os arminianos creem que podem aceitar a oferta salvífica sem a Graça de Deus. Isso é errado. Mesmo que alguém que se intitule arminiano diga ou escreva isso, está totalmente errado. Cremos que é Deus quem toma a iniciativa de se achegar ao homem trazendo salvação. Daí o homem pode não resistir a essa oferta e ser salvo, mas também pode resistir essa oferta e não ser salvo. Alguém tem todo o direito de discordar do arminianismo, mas trate o arminianismo como ele de fato é!
    
      Semipelagianismo é um sistema que enfatiza que o homem se achega primeiro a Deus e Deus corresponde a essa inciativa divina, sendo condenado pelo Sínode de Orange em 529. Isso é totalmente contrário ao que o arminianismo enfatiza. Como se vê acima, no arminianismo é Deus quem toma a iniciativa no relacionamento salvífico. Portanto, não há semelhança entre arminianismo e semipelagianismo. Há que se enfatizar isso, pois muitos confundem ou por ignorância ou por falta de caráter mesmo.
     
      Como o meu intuito é sempre uma explicação rápida do arminianismo, em posts futuros haverá mais elucidações acerca do entendimento arminiano devido a inúmeros ataques sem fundamentos sobre o arminianismo!
     
      Graça e Paz!

5 comentários:

Clóvis Gonçalves disse...

Mano Marlon Marcos (3M):

Permita-me alguns questionamentos, críticos, porém cordiais. Primeiro, quanto à afirmação:

"Quanto à ênfase no livre-arbítrio, pode-se destacar que os arminianos creem na restauração do livre-arbítrio pela Graça Preveniente".

Poderia demonstrar isso exegeticamente a partir de alguns textos bíblicos?

Marlon Marques disse...

Meu estimado Clóvis!

É uma honra vê-lo por aqui. Aqui vai alguns versículos sobre a Graça Preveniente que restaura o arbítrio.

*Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.
E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.
João 16:7-9

*Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens,
Tito 2:11

Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.
Romanos 5:18

Como Jack Cottrell alude-nos, em Adão houve o pecado original, mas em Cristo há a Graça original. Todos somos, em Cristo, aptos a não resistir ou resistir à Graça Salvífica!

Hebert disse...

Eu acho mais apropriado responder isso em uma postagem do que em um comentário. Só uma dica ^^

Marlon Marques disse...

Olá, Hebert!

Estava pensando nisso mesmo. Antes deste post eu havia elaborado um post sobre Arminianismo (1º parte) onde eu explico o que é o arminianismo. Diferente deste post onde eu explico o que não é arminianismo.

Ogrigado pela sua visita e sugestão.

robson barbosa disse...

Outra forma de sustentar o conceito de graça preveniente é tomar como ponto inicial o fato de que sua alternativa seria a graça eficaz calvinista. Ou a graça de Deus é, simplemente, "preveniente" e poderia ser resistida, ou ela seria "eficaz", não cabendo resistência final da parte do beneficiário. A base bíblica para esta "graça eficaz" é, virtualmente, inexistente. Vários textos bíblicos mostram que a graça divina é, muitas vezes, recusada até o fim, resultando inclusive na ação de Deus no sentido de punir o impenitente e deixa-lo afundar em sua própria iniquidade.