Sou cristão evangélico a quase oito anos, consequentemente, posso falar desse segmento do cristianismo que admiro muito. Tenho 24 anos e me “converti” (uso aspas pelo fato de não atrelar conversão à adesão a um ramo cristão ou religioso) a Jesus Cristo quando tinha 16 para 17 anos de idade. Sempre fui muito interessado por questões religiosas, debatendo posições de crença seja na escola ou num círculo de amigos.
Como bom católico-romano fui batizado e fiz primeira comunhão. Mas o fiz somente por ir, achando que era imprescindível, pois isso era o certo a se fazer (pensava eu). Porém os anos passaram e comecei a ter auto-crítica para com as coisas ao meu redor. Entrei na crisma para entender sobre o que dizia a igreja Católica Romana sobre diversas indagações que eu tinha, pois havia escutado certos evangélicos e queria um parecer da minha vigente igreja. Porém, não logrei êxitos em meu intento. Cheguei a me crismar, no entanto, não tendo achado respostas nas minhas indagações, no dia seguinte da minha crisma tornei-me um agnóstico. Pensava que Deus existia mas nenhuma religião tinha o pleno conhecimento dele (hoje creio assim, mas não sou agnóstico). Foi aí que, no 3º ano do ensino médio, estudei com muitos evangélicos que foram decisivos na minha “conversão”. Em setembro de 2002 tornara-me evangélico.
Em todos esses anos, sempre questionador, não me comprazia com algumas características pentecostais estando em uma igreja pentecostal. Constantemente com esse dilema não fui para nenhuma igreja tradicional, pois tinha muitos amigos naquela igreja e, para mim, a amizade é maior do que crenças religiosas ou teológicas. Passados alguns anos entendo o pensamento do pastor-presidente dessa igreja e concordo em diversos pontos com ele. Essa igreja, porém, não concorda com ele e se emancipa, juntamente com outras, dessa denominação evangélica. Como concordava (e ainda concordo) com os pensamentos desse pastor, fui congregar-me em outra igreja da mesma denominação do referido pastor. Nos mais de dois anos que passei nessa nova igreja, não me senti em casa, devido a não achá-la convergente, em plenitude, com os pensamentos do pastor mencionado, então saí. Daí, no começo deste ano (2010) estou numa congregação fundada por amigos-irmãos meus, onde não a encaro como uma igreja-institucional (na minha próxima postagem discorrerei sobre esse termo), mas sim como uma igreja original, onde todos são amigos e louvam a Deus com sinceridade, sem protocolos institucionais.
Essa é minha caminha cristã. A quem se interessar postarei mais sobre meus pensamentos, querendo, sempre, partilhar e interagir com os que me lêem.
Salvação e caráter em Cristo Jesus.